sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

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infância verdadeiramente feliz

Um poeta vive de nostalgia, vive daquilo que ele deixou preso no passado, vive das lembranças e dos sonhos que tecia na infância, vive daquilo que ele não tem no presente e assim como poetisa que sou, vivo de nostalgia, queria ser novamente aquela criança das minhas lembranças, aquela criança inocente, um verdadeiro anjo sem asas.
Por vezes olho o espelho e contemplo um reflexo que não é o meu de agora, um reflexo conhecido, um rosto alegre, que abre um sorriso ao ganhar uma simples boneca, um rosto que não tem vergonha de dizer “Eu te Amo”, de gritar de alegria ao simples som da voz da sua mãe chegando do trabalho, um rosto infantil que me olha e diz: “não me deixe morrer”, “não deixe que o tempo me destrua”, “não deixe as desilusões de agora, as lágrimas que derramas destruírem a criança que você foi, a qual você vê refletida no espelho, ela está aí bem juntinho de você” e quando me dou conta e retorno ao tempo presente, vejo que aquela criança não morreu, ela está dentro de mim, ela sonha com um mundo diferente, ela sonha com um mundo em que as crianças não perdem a inocência, com um mundo em que os adultos enxergarão cada um, o reflexo da criança que um dia eles foram, um mundo sem crianças morrendo de fome, um mundo em que a criança é respeitada e vista como um reflexo do amor de Deus, como o futuro da humanidade.
Quando vejo que o ser adulto está tomando conta do meu ser, olho novamente o meu reflexo no espelho e lá encontro a minha criança interior sorrindo para mim e me dizendo para levá-la sempre comigo, aonde eu for e declamar para o mundo, para as pessoas que em cada um de nós existe uma criança, a criança de outrora, ela pode está adormecida, mas está lá, em algum lugar bem dentro de nós, quem sabe no nosso coração?

Relato de uma menina dos anos 80

Fui criança e adolescente em uma das melhores épocas da vida, os mágicos anos 80, considerados por muitos como a última infância realmente feliz, essa época é um ícone, pois representa a última infância onde as crianças viviam realmente a infância e hoje me vejo adulta relembrando essa época áurea da minha vida e a saudade cresce dentro de mim.
Muitos como eu, que estão hoje dividindo essa saudade comigo, sabem muito bem o que era ser criança naquela época, acordar cedinho para ver a Simoni, o Tob, o Jaizinho, o Mike, o Fofão, o eterno grupo Balão Mágico, essas crianças que nunca cresceram em nossos corações, seus sucessos hoje eternizados são melodias que me acompanharão a vida inteira e as músicas então, lembro-me e muitos devem ter a mesma recordação que eu tenho, acordava toda manhã feliz porque havia o Balão Mágico na TV, lembro-me da música “Se Enamora” que eu amava, vivia a cantar e é claro lembro-me do meu irmão querido que a cantava para mim quando eu estava triste, ele se foi quando eu ainda era criança, Deus o levou, mas ele está presente em minhas lembrança e é claro não posso falar em anos 80 e não lembrar dele. Lembro-me dos desenhos, desenhos realmente feitos para crianças, desenhos inocentes, sem apelos de violência, lembro-me de desenho do He-mam, onde no fim havia sempre uma mensagem educativa para as crianças, lembro-me dos meus irmãos imitando os trejeitos do He-man e gritando: “Pelos Poderes de Greyscow, eu tenho a força”, sem falar dos smorfs, do Ligeirinho, Piu Piu e frajola, Tandercats, me lembro que no domingo pela manhã havia um programa intitulado “disneilândia” onde passava os desenhos e filmes da Disney, nossa eu amava, tenho certeza que muitos devem lembrar e como falar em anos 80 e não falar do trem da Alegria? Impossível, esse grupo que incendiou as crianças dos anos 80 e estrondou nas paradas de sucessos da época, com músicas eternizadas, Uni Du ni Du ni tê, He-man, Piuí Abacaxi, Iô-Iô, Pra ver se cola, enfim as músicas que relembramos toda sexta-feira e que nos fazem parar no tempo, lembram do Juninho Bil cantando Fera Nenêm? Do Luciano cantando com A Vanessa Pique e Pega, Pique esconde? E as brincadeiras então, pular corda, esconde-esconde e os jogos? Atari, Pogobol, Autorama e os programas da SBT? Mara Maravilha, Vovó Mafalda, Bozo e como lembrar dos anos 80 e não falar dos Trapalhões? Didi, Dedé, Mussun e Zacarias que embalavam as nossas noites de Domingo e os filmes então? Os Trapalhões na Serra Pelada, Os Trapalhões no Planeta dos Macacos, enfim muitos. Hoje vejo o Didi na TV e não consigo enxergar a mesma magia, já não me faz mais rir, será que é porque eu cresci? Ou porque não há mais o Zacarias com aquela risada maravilhosa e o Mussun? Não sei, só sei que essa criança que guardo comigo não deixou de existir, parou no tempo, vive de lembranças e a nossa adolescência então? Nossa! Não havia o apelo que há hoje, havia a paquera, o olho no olho, brincadeiras como: to no posso, mãos dadas, a inocência ainda presente de quem tinha acabado de sair da infância, lembro-me do grupo Dominó, as meninas da minha época devem lembrar muito bem, como era bom vê-los cantando na TV e o grupo Polegar? Maravilhosa adolescência 80, e os filmes então? De volta para o futuro, Karatê KId, tenho certeza que as meninas, hoje mulheres e mães, se lembram do sucesso que era o Karatê KId e artistas consagrados como Michael Jackson, Madona, Cindy Lauper que embalavam nossos ouvidos na época, e os comercias de TV? Estrela, Chocolate Baton “Compre Baton, compre baton”, o chocolate LAKA e tantos outros.
Lembrar dos anos 80 é chorar um pouco de saudade, lamentar pelas nossas crianças de hoje que não têm o privilégio de ter a infância que tivemos, a não ser por nossas próprias recordações, hoje eu cresci, não sou mais criança, mas parei no tempo, vivo qual Peter Pan, na Terra do Nunca, sou eterna criança, todos nós o somos e os anos 80 estarão para sempre em meu coração e no coração de muitos que guardam a pureza desses verdes anos em seus corações.

Meus 8 anos


Meus oito anos

Oh ! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

h ! dias da minha infância!
Oh ! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

.........................................................................................

Oh ! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais! .


domingo, 3 de janeiro de 2010

uebaaaaaaaaa

Uêba - Os Melhores Links

só somos uma vez....


Só somos uma vez e nunca mais:
não há repetições na Natureza.

Não se confunda o som com o seu eco.

Os fantasmas são ecos que assombram
os ouvidos sensíveis da saudade.
Valter da Rosa Borges